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INSS no salário: como funciona o desconto e quanto é cobrado

INSS no salário: como funciona o desconto e quanto é cobrado | Guia de Economia Pessoal

Quando alguém pesquisa INSS no salário, não está procurando um texto conceitual. A pessoa quer entender por que aquele valor foi descontado, como a conta é feita e, principalmente, quanto o INSS cobra do salário dela. É uma dúvida prática, ligada diretamente ao dinheiro que sobra no fim do mês.

O problema é que a maioria dos conteúdos explica o INSS de forma genérica, mas não ensina o leitor a fazer a conta. O resultado é frustração: a pessoa entra, lê, sai e continua sem saber se o desconto do holerite está certo ou errado.

Este artigo foi construído para evitar isso. Aqui, você vai entender como funciona o desconto do INSS, aprender o cálculo do INSS passo a passo e ver exemplos reais em valores, exatamente para conseguir conferir o seu contracheque.

Leia isso antes de continuar:

O desconto do INSS não é uma porcentagem única aplicada sobre todo o salário.
Ele funciona por faixas, de forma progressiva.
Se você não entende essa lógica, nenhum holerite vai fazer sentido.

Como funciona o desconto do INSS no salário

Para quem trabalha com carteira assinada — o chamado INSS salário CLT — o desconto é feito diretamente na folha de pagamento. A base de cálculo é sempre o salário bruto, antes de qualquer outro desconto.

Esse salário bruto não recebe uma única alíquota. Ele é dividido em faixas de contribuição. Cada faixa possui uma alíquota própria, que incide apenas sobre a parte do salário que se encaixa nela.

Na prática, o salário funciona como se fosse dividido em “pedaços”. Cada pedaço paga uma porcentagem diferente. O total do INSS é a soma dessas partes.

Exemplo mental simples:

se o salário fosse uma escada, cada degrau teria um percentual diferente.
Subir um degrau não muda o valor dos degraus anteriores.

Por que o INSS não é uma alíquota única?

Se o INSS fosse uma porcentagem fixa sobre todo o salário, pequenos aumentos poderiam gerar perdas no salário líquido. Isso já aconteceu no passado.

O modelo progressivo evita esse problema. Ele garante que o desconto aumente de forma proporcional, sem saltos artificiais.

Agora vamos ao que interessa: como calcular o INSS

Existem duas formas de calcular o INSS:

– método completo por faixas;
– método prático usando alíquota e parcela a deduzir.

O resultado é o mesmo. Aqui vamos usar o método prático, porque é o mais fácil para conferir o holerite.

Exemplos práticos de cálculo do INSS

A tabela abaixo mostra exemplos de quanto o INSS desconta do salário, usando valores comuns do dia a dia. Esses exemplos servem para você entender o raciocínio e replicar no seu caso.

Salário bruto (R$) Cálculo INSS descontado (R$)
1.400,00 1.400 × 7,5% 105,00
2.000,00 2.000 × 9% − 22,77 157,23
3.000,00 3.000 × 12% − 106,59 253,41
5.000,00 5.000 × 14% − 190,40 509,60

Perceba que o desconto cresce, mas de forma gradual. Em nenhum momento todo o salário passa a pagar a alíquota maior.

Como refazer a conta no seu holerite

Agora você pode aplicar isso no seu contracheque:

1) localize o salário bruto;
2) identifique a alíquota correspondente;
3) aplique a porcentagem;
4) subtraia a parcela a deduzir;
5) compare com o valor descontado.

Se os valores forem compatíveis, o desconto está correto.

Por que o desconto do INSS muda de um mês para o outro?

O desconto muda sempre que a base de cálculo muda. Isso acontece quando entram ou saem valores como:

– horas extras;
– comissões;
– adicional noturno;
– férias;
– 13º salário.

Mesmo sem aumento salarial, esses itens alteram o cálculo.

E quem não tem carteira assinada?

Além do trabalhador CLT, existem pessoas que pagam INSS separadamente, como autônomos, contribuintes individuais e sócios que recebem pró-labore.

Nesses casos, o INSS não aparece em holerite. O recolhimento é feito por guia própria. A lógica é diferente, mas o objetivo é o mesmo: garantir acesso aos benefícios previdenciários.

O que este artigo permite que você faça

Depois de ler este conteúdo, você consegue pegar qualquer holerite,
refazer o cálculo do INSS e saber se o desconto está correto.

Nota editorial — Guia de Economia Pessoal: conteúdo educativo e jornalístico, sem recomendação individualizada.

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