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Tesouro Direto: como funciona, quanto rende e se vale a pena

Tesouro Direto e outros investimentos simples para sair da poupança
Tesouro Direto é o caminho mais curto para quem quer sair da poupança com um investimento de renda fixa simples, acessível e transparente. Quem chega aqui, geralmente quer quatro respostas rápidas: como funciona, quanto rende, se é seguro e se vale a pena. Você vai sair com isso resolvido — e com o link oficial para conferir taxas e rentabilidades do dia direto na fonte.

Atalho oficial (para ver quanto rende hoje):

Confira preços e taxas atualizados no site do Tesouro Direto:
Preços e taxas (Tesouro Direto)

Resumo do artigo
  • O que é: você empresta dinheiro ao governo comprando títulos públicos e recebe de volta com juros.
  • É seguro? é considerado um dos investimentos mais seguros do Brasil por ter risco soberano (Tesouro Nacional), com custódia e registro na B3.
  • Quanto rende? depende do título: Tesouro Selic (juros), Prefixado (taxa fixa), IPCA+ (inflação + juros), Renda+ e Educa+ (renda futura).
  • Vale a pena? costuma fazer sentido para reserva, objetivos com prazo e proteção do poder de compra, desde que você escolha o título certo e entenda custos e impostos.
  • O que mais importa: no Tesouro, o erro clássico é vender antes do vencimento o título errado e se assustar com oscilações. Aqui você aprende a evitar isso.

Direto ao ponto: o que é, se é seguro, se vale a pena e quanto rende

Pergunta Resposta objetiva
O que é Tesouro Direto? Um programa que permite comprar títulos públicos (dívida do governo) pela internet e receber juros até o vencimento.
É seguro? Em geral, é considerado muito seguro no Brasil por ter risco soberano (Tesouro Nacional) e custódia/registro na B3.
Vale a pena? Costuma valer quando você escolhe o título certo para o objetivo: reserva (Selic), prazo definido (Prefixado), proteção contra inflação (IPCA+), renda futura (Renda+/Educa+).
Quanto rende? Não existe um “quanto rende” único: o rendimento é a taxa do título no dia da compra. Você vê isso em Preços e taxas.
Regra de ouro para não se arrepender:

Se você pode precisar do dinheiro antes do prazo, a referência tende a ser Tesouro Selic. Já Prefixado e IPCA+ podem oscilar mais no caminho; o ganho “prometido” faz sentido quando você segura até o vencimento.

Como o Tesouro Direto funciona na prática

Na prática, o Tesouro Direto é um “mercado” de títulos do governo. Você compra um título com um vencimento (uma data) e uma regra de remuneração (Selic, Prefixado, IPCA+ etc.). Ao longo do tempo, o título pode oscilar no preço se você quiser vender antes do vencimento. Mas, mantendo até o fim, a lógica tende a ser previsível conforme a regra do título.

Um ponto que aparece muito em vídeos populares (e que é útil de trazer para o texto) é a analogia simples: investir no Tesouro é como “emprestar dinheiro para o governo” e receber juros de volta. O que pouca gente completa é o detalhe que separa amador de profissional: o preço do título muda todo dia e isso importa se você vender antes do vencimento.

Liquidez: dá para sacar antes?

O Tesouro recompra títulos diariamente, o que viabiliza vender antes do vencimento (liquidez), mas o valor é o preço de mercado do dia. Isso existe no próprio funcionamento do programa, com regras públicas no site do Tesouro Direto. Você não está “preso”, mas precisa entender quanto seu título pode oscilar. Veja as regras e regulamento no site oficial. Regras e regulamento

Quais títulos existem e qual é o papel de cada um

O Tesouro Direto tem títulos com “funções” diferentes. Se você tentar usar um título de longo prazo como se fosse reserva de emergência, você cria ansiedade — e aumenta o risco de vender na hora errada. A tabela abaixo organiza a escolha por objetivo, com o que realmente importa para a vida real.

Título Como remunera Quando costuma fazer sentido Atenção
Tesouro Selic Acompanha a taxa Selic Reserva de emergência, caixa do mês, objetivos de curto prazo Oscila pouco, mas pode variar. Entenda IOF e IR em resgates curtos.
Tesouro Prefixado Taxa fixa até o vencimento Meta com data (ex.: comprar algo em X anos) e previsibilidade até o vencimento Se vender antes, pode oscilar mais. Bom para quem aguenta “marola”.
Tesouro IPCA+ Inflação (IPCA) + juros Proteger poder de compra no longo prazo (aposentadoria, metas longas) Oscila com juros. É “longo prazo de verdade”.
Tesouro Renda+ Acumula e depois paga renda mensal por período Planejar renda complementar (uma “folha extra” no futuro) Exige disciplina e prazo. Não é para “pegar e usar amanhã”.
Tesouro Educa+ Acumula e depois paga valores programados Planejar educação (curso, faculdade, especialização) Melhor quando você define um objetivo claro e mantém o plano.

Se você quer encaixar isso no seu planejamento, a decisão fica muito mais fácil quando você entende seu momento financeiro. Se você ainda está organizando base, comece por aqui: Trilha 4 Passos.

Quanto rende no Tesouro Direto

O Tesouro Direto rende conforme a taxa exibida no dia em que você compra o título. É por isso que “quanto rende” precisa ser respondido assim: qual título + qual taxa hoje + qual prazo + você vai segurar até o vencimento ou pode resgatar antes.

Como ver o rendimento real em 30 segundos:

  1. Abra Preços e taxas no site oficial.
  2. Escolha o título (Selic, IPCA+, Prefixado etc.) e observe a coluna de taxa.
  3. Se o objetivo é curto prazo ou reserva, priorize Tesouro Selic. Se é longo prazo, compare IPCA+ e Prefixado conforme seu plano.
  4. Antes de decidir, leia “Impostos e taxas” aqui embaixo: o que vale é o líquido (após IR e custódia).

Uma informação útil (e muito repetida por quem explica bem no YouTube) é que o Tesouro Selic tende a ser o mais “amigável” para iniciantes porque não depende de “aniversário” como a poupança: o rendimento é apropriado ao longo do tempo e você não perde uma janela mensal específica por resgatar antes. O que você precisa acrescentar, porém, é: no Tesouro Selic, existem impostos (IR e, em prazos curtíssimos, IOF) e taxas, então a comparação correta é “poupança versus Tesouro Selic líquido” — não só a taxa bruta.

Tesouro Direto é seguro? Entenda risco soberano e custódia

Em termos de segurança, o Tesouro Direto é frequentemente colocado no topo da renda fixa brasileira porque o emissor é o Tesouro Nacional (governo federal). Isso não significa “risco zero”, mas significa que o risco principal não é o de um banco específico quebrar; é o chamado risco soberano.

Além disso, a custódia e os registros são feitos na B3, o que dá rastreabilidade e organização operacional. O próprio Tesouro Direto mantém páginas explicando regras, tributação e custos. Se você gosta de fonte primária, aqui está: Regras e regulamento (Tesouro Direto).

O risco que pega iniciantes (e quase ninguém explica direito):

O risco mais comum no Tesouro não é “o governo não pagar”. É você comprar um título de prazo longo e, por precisar vender antes, pegar um preço pior num momento de juros altos. Isso é marcação a mercado. Se você compra o título certo para o prazo certo, esse risco fica controlável.

Vale a pena investir no Tesouro Direto?

Vale a pena quando o Tesouro resolve um problema real da sua vida financeira: montar reserva, criar disciplina de aporte, proteger poder de compra, transformar um objetivo futuro em um plano executável. O que não vale é entrar “porque falaram que rende muito” sem saber por quanto tempo você pode deixar o dinheiro quieto.

Uma forma objetiva de decidir é fazer três perguntas:

Pergunta Se a resposta for “sim” Título que costuma encaixar melhor
Posso precisar do dinheiro a qualquer momento? Você está montando reserva, caixa do mês ou objetivo curto. Tesouro Selic
Tenho uma data certa e quero previsibilidade? Você quer “travar” um retorno e carregar até o vencimento. Prefixado (com prazo compatível)
Quero proteger poder de compra no longo prazo? Você pensa em objetivos longos e quer inflação + juros. IPCA+, Renda+ ou Educa+

Se você quer entender como a Selic mexe com tudo isso (financiamentos, crédito e também rendimento da renda fixa), vale este interlink do próprio site: Selic hoje: como a taxa afeta dívidas, crédito e ganhos.

Impostos e taxas: IR, IOF e custódia da B3

O Tesouro Direto tem custos e tributos claros. O ponto é simples: o que importa é o rendimento líquido e o prazo. Abaixo, o “mapa” do que realmente entra na sua conta.

Item Como funciona Fonte
Imposto de Renda (IR) Tabela regressiva sobre rendimentos: 22,5% (até 180 dias), 20% (181–360), 17,5% (361–720), 15% (acima de 721 dias). Regras e regulamento
IOF Incide apenas em resgates muito curtos (nos primeiros dias) e zera com o tempo. Na prática, evita “ida e volta” rápida. Regras e regulamento
Taxa de custódia (B3) Taxa de 0,20% ao ano, calculada sobre o valor dos títulos e provisionada diariamente. Impostos e taxas
Atualização importante sobre IR em 2026:

Em 2025, houve uma Medida Provisória (MP 1.303/2025) discutindo mudanças na tributação de aplicações financeiras, incluindo proposta de alíquota única. No entanto, a própria Câmara registrou que a MP foi retirada de pauta e perdeu a validade. Isso reforça que, para o investidor, o correto é sempre confirmar o cenário vigente no site oficial do Tesouro Direto e em fontes legislativas, porque propostas podem mudar no caminho. Notícia da Câmara sobre a MP

Como investir (passo a passo rápido) e como programar aportes

Se você quer um caminho simples para “sair daqui e já começar”, a execução pode ser objetiva. O fluxo é parecido em bancos e corretoras habilitadas: você cria conta, transfere dinheiro e compra o título.

Etapa O que fazer Erro comum
1) Abrir conta Abra conta em banco/corretora com acesso ao Tesouro Direto e habilite o investimento em renda fixa. Abrir e não verificar tarifas e custos operacionais da instituição.
2) Escolher o objetivo Reserva? Curto? Longo? Renda futura? Sem objetivo, você escolhe o título errado. Comprar IPCA+ longo achando que “serve para tudo”.
3) Ver taxas do dia Consulte o site oficial para entender as taxas atuais e comparar vencimentos. Decidir por “achismo” ou por taxa antiga compartilhada em vídeo antigo.
4) Comprar e acompanhar Compre o título e acompanhe o objetivo, não o “sobe e desce” diário. Vender por emoção no primeiro período de oscilação.
Programar investimentos (o detalhe que muda o jogo):

Uma das formas mais inteligentes de usar Tesouro Direto é transformar investimento em hábito automático. Muitas plataformas permitem agendar aportes mensais, como se fosse uma “previdência por conta própria”, só que com mais transparência. Se você faz isso, você evita o ciclo de “vou esperar sobrar”.

Tesouro Direto x Poupança

A poupança tem simplicidade e isenção de IR, mas tem uma dinâmica que confunde muita gente: a ideia de “aniversário”. Já no Tesouro Selic (e no Tesouro em geral), o rendimento acompanha o tempo de aplicação e você enxerga o crescimento de forma mais contínua, com as regras tributárias e custos explicitadas.

Em vez de comparar “qual rende mais” de cabeça, compare assim: poupança versus Tesouro Selic líquido para reserva; e, para objetivos longos, compare IPCA+ versus alternativas privadas com foco em poder de compra e taxas.

Erros comuns que custam dinheiro e como evitar

Se você quer um resultado bom no Tesouro Direto, evite os erros que se repetem em toda conversa séria sobre o tema. Eles não são “técnicos demais”; são erros de comportamento.

Erro O que acontece Correção prática
Comprar sem objetivo Você escolhe o título errado e se frustra quando precisa do dinheiro. Defina prazo e função: reserva, meta com data, longo prazo.
Vender longo prazo na hora errada Você realiza a oscilação da marcação a mercado e pode perder dinheiro. Para curto prazo, priorize Selic. Para longo prazo, combine disciplina e prazo realista.
Ignorar IR, IOF e custódia Você compara errado e cria expectativa irreal de rendimento. Sempre pense em líquido e confira as regras oficiais. Impostos e taxas
Olhar todo dia e agir por emoção Você transforma investimento em estresse e “caça” entrada perfeita. Acompanhe por objetivo e aporte. Se quiser, automatize.

Como este é um conteúdo pilar, o próximo passo é consolidar o Tesouro Direto dentro de um plano maior: orçamento, objetivos e disciplina de aporte.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o valor mínimo para investir no Tesouro Direto?

O valor mínimo varia por título e pelo preço do dia, mas o Tesouro Direto é conhecido por permitir aplicações a partir de valores baixos. Para ver o mínimo real agora, use Preços e taxas no site oficial.

Posso perder dinheiro no Tesouro Direto?

Você pode ver o preço oscilar e, se vender antes do vencimento, pode receber menos do que aplicou, especialmente em títulos mais sensíveis a juros (Prefixado e IPCA+). Mantendo até o vencimento, o comportamento tende a seguir a regra do título. A lógica e os detalhes estão explicados nas páginas oficiais do Tesouro Direto. Regras e regulamento

Tesouro Selic serve para reserva de emergência?

Em muitos casos, sim, porque tem liquidez e tende a oscilar menos. Ainda assim, considere impostos e o fato de que “reserva” exige acesso fácil e previsibilidade. Se você está montando sua base financeira, a Trilha 4 Passos ajuda a organizar a ordem das decisões.

Onde eu confirmo as taxas e regras oficiais sem depender de vídeo?

Direto no Tesouro Direto: Preços e taxas e Impostos e taxas.

Nota editorial — Este artigo tem caráter educativo e informativo. Nenhuma parte deste conteúdo constitui recomendação individual de investimento, compra ou venda de ativos. Regras, taxas e tributação podem mudar; por isso, os links oficiais do Tesouro Direto foram incluídos para conferência de informações atualizadas. Em 2025 houve discussão legislativa sobre tributação (MP 1.303/2025), mas a Câmara registrou retirada de pauta e perda de validade; confirme sempre o cenário vigente antes de decidir. Fonte legislativa (Câmara)
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